terça-feira, 23 de maio de 2017

Cinema Brasil

No Cinema Brasil está em cartaz já faz tempo um filme que não tem mocinhos... apenas bandidos com os pés e as mãos sujos de lama... a pegajosa lama da corrupção.

No tão esperado primeiro encontro cara a cara entre o juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula chegou bastante enfraquecido para prestar depoimento em Curitiba. A todo o momento continua surgindo acusações comprometedoras contra Lula nos depoimentos não são apenas dos diversos executivos de empreiteiras, como também, agora, de ex-companheiros de partido e de governo.

Como no campo jurídico a situação de Lula é desanimadoramente precária nas ações penais em que é acusado dos crimes de corrupção (17 vezes), lavagem de dinheiro (211 vezes), tráfico de influência (4 vezes), organização criminosa (3 vezes), e obstrução da Justiça (1 vez), só resta ao ex-presidente e ao seu partido tentar organizar uma grande manifestação popular tentando mostrar o apoio que ainda tem do povo e com isso procurar constranger o juiz Moro.

O ex-presidente Lula, uma pessoa com pouca cultura, mas com inteligência acima da média já compreendeu que em condições normais deverá ser condenado e cumprir a seu pena, preso.

Não acredito em convulsão nacional caso o ex-presidente Lula venha a ser preso. Alguns manifestantes que militam por 50 reais, um refrigerante e um pão com mortadela podem fazer alguma agitação e por pouco tempo, mas daí o país explodir em um grande conflito tem uma enorme diferença.

O cumprimento estrito das leis cabe aos juízes, fazer política é para os políticos e o resultado das eleições cabe ao povo. Acima de tudo, nada de conflitos ou confusões.

Lula definitivamente é um paradoxo!

Enquanto a sua situação jurídica deteriora rapidamente a sua condição como candidato a Presidência da República faz o caminho inverso e melhora a cada pesquisa. Lula lidera as intenções de voto em todos os cenários do primeiro turno e poderia vencer os seus possíveis adversários no segundo turno.

Tenho acompanhado com atenção os desdobramentos da Lava-Jato desde o seu início e à medida que a operação avança tem se consolidado como um marco na história do nosso país, pois finalmente, começamos a ter o entendimento que a lei é para todos no Brasil.

Penso nos brasileiros, cidadãos de bem, que trabalham, pagam impostos e pouco recebem de um Estado cleptocrático. Penso sempre nos meus filhos que querem ir morar no exterior, cada vez mais indignados com o que observam no dia a dia no nosso país, em que políticos e poderosos com acesso a bons advogados, foro privilegiado e instâncias superiores conseguiam até bem pouco tempo se safar de acertar contas com a Justiça.

A sabedoria das ruas sempre gritou que o Brasil é um país de muitas leis, mas que são aplicadas para poucos. Será que continua sendo assim?

Ao Brasil cabe, a partir da Lava-Jato, definir que país quer ser.
  
Para refletir...


“Não adianta sentir indignação e não mover um músculo para alcançar a transformação. Isso se chama preguiça e pode muitas vezes ser originada pela hipocrisia.” 

sábado, 20 de maio de 2017

Homens... Mulheres... Mudanças...

Nós, os homens, mudamos muito e para melhor nos últimos anos. A mudança do papel da mulher nas últimas décadas, inegavelmente, repercutiu no mundo masculino.

A mulher, que antes tinha apenas um papel secundário, hoje precisa conciliar carreira, amor, filhos, casa e tempo para se cuidar. Passou a buscar novos caminhos na sociedade, lutou para ser mais respeitada e considerada, obteve conquistas importantes e isso, consequentemente, afetou os homens de diversas maneiras.  

A partir daí, os pressupostos sobre os homens sofreram vários questionamentos que levaram às mudanças.

Quais são os padrões de comportamento masculino atualmente? Como é ser homem hoje em dia?

Difícil responder, mas aprendemos a ser melhores pais, a ser companheiros melhores, a ser mais conscientes na necessidade de participar das tarefas domésticas com destaque na arte de cozinhar.

Aprendemos que o sucesso não tem a ver só com dinheiro, mas com realização pessoal. Custamos a aceitar a ideia de que era preciso encontrar equilíbrio entre objetivos profissionais e qualidade de vida. Começamos a viver melhor a partir do momento que descobrimos que as melhores coisas da vida não são coisas!

Os homens estão mais resolvidos no cuidado com a saúde, a aparência e com a beleza. Os homens de hoje se cuidam mais. O metrossexual é cada vez mais comum!
Atualmente são outras as maneiras de compreender, de perceber e de sentir. Há mais afetividade, mais diálogo nas relações, mais facilidade de demonstrar o que sentem e... homem também chora, sim! Não tem tudo sob controle, muitas vezes se sente inseguro, fragilizado e também entra em depressão.

Felizmente, o comportamento agressivo e o machismo são cada vez mais exceções no dia a dia e continuam veementemente repudiados.
A mídia e as redes sociais estampam estereótipos que nem sempre condizem com a situação atual de cada um, pois cada pessoa vive em condições diferentes das que a mídia mostra.

A sociedade vive, nos dias de hoje, um momento marcado por profundas transformações.  A rapidez da informação e o avanço de novas tecnologias modificaram o modo de pensar e de viver das pessoas. Vivemos em um tempo de quebra de modelos e paradigmas em que as regras e valores já não possuem mais a mesma rigidez de anos atrás.

Os homens perceberam que a sociedade continua em transição e ditando as regras, que os valores estão sendo reavaliados e as funções redistribuídas constantemente, que é preciso mudar o comportamento para acompanhar a evolução.

Ainda caminham entre acertos e erros, entre temores e desconfortos, buscam conhecer melhor as suas possibilidades e limites, mas já abandonaram o conservadorismo de antes.

Observo isso tudo muito bem retratado na geração do meu filho e do meu genro.

Então, não há como fugir: cada um tem a difícil missão de encontrar seu modo pessoal e próprio de ser, de viver e de ser feliz!

Para refletir...

“A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas a cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação.”