No Cinema
Brasil está em cartaz já faz tempo um filme que não tem mocinhos... apenas bandidos
com os pés e as mãos sujos de lama... a pegajosa lama da corrupção.
No tão esperado primeiro encontro cara a
cara entre o juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula chegou bastante enfraquecido
para prestar depoimento em Curitiba. A todo o momento continua surgindo
acusações comprometedoras contra Lula nos depoimentos não são apenas dos
diversos executivos de empreiteiras, como também, agora, de ex-companheiros de
partido e de governo.
Como no campo jurídico a situação de Lula
é desanimadoramente precária nas ações penais em que é acusado dos crimes de
corrupção (17 vezes), lavagem de dinheiro (211 vezes), tráfico de influência (4
vezes), organização criminosa (3 vezes), e obstrução da Justiça (1 vez), só
resta ao ex-presidente e ao seu partido tentar organizar uma grande
manifestação popular tentando mostrar o apoio que ainda tem do povo e com isso procurar
constranger o juiz Moro.
O ex-presidente Lula, uma pessoa com pouca
cultura, mas com inteligência acima da média já compreendeu que em condições
normais deverá ser condenado e cumprir a seu pena, preso.
Não acredito em convulsão nacional caso o
ex-presidente Lula venha a ser preso. Alguns manifestantes que militam por 50
reais, um refrigerante e um pão com mortadela podem fazer alguma agitação e por
pouco tempo, mas daí o país explodir em um grande conflito tem uma enorme
diferença.
O cumprimento estrito das leis cabe aos
juízes, fazer política é para os políticos e o resultado das eleições cabe ao
povo. Acima de tudo, nada de conflitos ou confusões.
Lula definitivamente é um paradoxo!
Enquanto a sua situação jurídica deteriora
rapidamente a sua condição como candidato a Presidência da República faz o
caminho inverso e melhora a cada pesquisa. Lula lidera as intenções de voto em
todos os cenários do primeiro turno e poderia vencer os seus possíveis
adversários no segundo turno.
Tenho acompanhado com atenção os
desdobramentos da Lava-Jato desde o seu início e à medida que a operação avança
tem se consolidado como um marco na história do nosso país, pois finalmente,
começamos a ter o entendimento que a lei é para todos no Brasil.
Penso nos brasileiros, cidadãos de bem, que
trabalham, pagam impostos e pouco recebem de um Estado cleptocrático. Penso sempre
nos meus filhos que querem ir morar no exterior, cada vez mais indignados com o
que observam no dia a dia no nosso país, em que políticos e poderosos com
acesso a bons advogados, foro privilegiado e instâncias superiores conseguiam
até bem pouco tempo se safar de acertar contas com a Justiça.
A sabedoria das ruas sempre gritou que o
Brasil é um país de muitas leis, mas que são aplicadas para poucos. Será que
continua sendo assim?
Ao Brasil cabe, a partir da Lava-Jato,
definir que país quer ser.
Para refletir...
“Não adianta
sentir indignação e não mover um músculo para alcançar a transformação. Isso se
chama preguiça e pode muitas vezes ser originada pela hipocrisia.”
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