Nós, os homens, mudamos muito e para
melhor nos últimos anos. A mudança do papel da mulher nas últimas décadas,
inegavelmente, repercutiu no mundo masculino.
A mulher,
que antes tinha apenas um papel secundário, hoje precisa conciliar carreira,
amor, filhos, casa e tempo para se cuidar. Passou a buscar novos caminhos na
sociedade, lutou para ser mais respeitada e considerada, obteve conquistas
importantes e isso, consequentemente, afetou os homens de diversas maneiras.
A partir daí, os pressupostos sobre os
homens sofreram vários questionamentos que levaram às mudanças.
Quais são os padrões de comportamento
masculino atualmente? Como é ser homem hoje em dia?
Difícil responder, mas aprendemos a
ser melhores pais, a ser companheiros melhores, a ser mais conscientes na
necessidade de participar das tarefas domésticas com destaque na arte de
cozinhar.
Aprendemos que o sucesso não tem a
ver só com dinheiro, mas com realização pessoal. Custamos a aceitar a ideia de que era preciso
encontrar equilíbrio entre objetivos profissionais e qualidade de vida. Começamos
a viver melhor a partir do momento que descobrimos que as melhores coisas da
vida não são coisas!
Os homens estão mais resolvidos no
cuidado com a saúde, a aparência e com a beleza. Os homens de hoje se cuidam
mais. O metrossexual é cada vez mais comum!
Atualmente são outras as
maneiras de compreender, de perceber e de sentir. Há mais afetividade, mais
diálogo nas relações, mais
facilidade de demonstrar o que sentem e... homem também chora, sim! Não tem tudo sob controle, muitas vezes se
sente inseguro, fragilizado e também entra em depressão.
Felizmente, o comportamento
agressivo e o machismo são cada vez mais exceções no dia a dia e continuam veementemente
repudiados.
A mídia e as redes sociais estampam
estereótipos que nem sempre condizem com a situação atual de cada um, pois cada
pessoa vive em condições diferentes das que a mídia mostra.
A sociedade vive,
nos dias de hoje, um momento marcado por profundas transformações. A rapidez da informação e o
avanço de novas tecnologias modificaram o modo de pensar e de viver das
pessoas. Vivemos em um tempo de quebra de modelos e paradigmas em que as regras
e valores já não possuem mais a mesma rigidez de anos atrás.
Os homens perceberam que a sociedade
continua em transição e ditando as regras, que os valores estão sendo
reavaliados e as funções redistribuídas constantemente, que é preciso mudar o
comportamento para acompanhar a evolução.
Ainda caminham entre acertos e
erros, entre temores e desconfortos, buscam conhecer melhor as suas
possibilidades e limites, mas já abandonaram o conservadorismo de antes.
Observo isso tudo muito bem
retratado na geração do meu filho e do meu genro.
Então,
não há como fugir: cada um tem a difícil missão de encontrar seu modo pessoal e
próprio de ser, de viver e de ser feliz!
Para refletir...
“A maneira como você
encara a vida é que faz toda diferença. As coisas não mudam, nós é que mudamos.
O início de um hábito é como um fio invisível, mas a cada vez que o repetimos o
ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme
cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação.”
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